domingo, 24 de julho de 2016

Santos consegue três pontos na Bahia e cola na liderança

O Santos foi até Salvador na noite deste domingo e conseguiu um importante triunfo sobre o Vitória, no Barradão, em duelo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Contando com grande atuação da dupla Copete e Vitor Bueno, cada um com um gol e ambos com participação decisiva no outro, anotado por Jean Mota, os santistas conseguiram o 3 a 2 sobre os baianos. 
Com o resultado, o Peixe agora fecha o G4 e cola nos líderes da competição, alcançando aos 29 pontos, um a menos do que Grêmio e Corinthians, e três abaixo do líder Palmeiras. Foi a terceira vitória da equipe jogando como visitante na competição, marco importante para os paulistas. 
Na próxima rodada, os comandados de Dorival Júnior terão pela frente o Cruzeiro, domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro. Antes, porém, decidem uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil contra o Gama, também na Vila, na quarta-feira. O time empatou por 0 a 0 fora de casa e se classifica com uma vitória simples. 
Peixe domina e abre vantagem
Copete desceu pelo lado esquerdo, Caju fez a ultrapassagem, mas o meio-campista resolveu fazer o cruzamento para a área. Vitor Bueno apareceu em boa condição, contou com a falha do lateral esquerdo Euller, que furou o corte, e, já na pequena área, tocou por cima do goleiro Caíque para abrir o placar, aos 20 minutos.
O Peixe poderia ter aumentado logo na sequência. Ricardo Oliveira aproveitou erro de Victor Ramos, recebeu passe de Vitor Bueno no campo de ataque e ficou no mano a mano com Kanu já na intermediária. Com calma, conduziu até dentro da área, limpou para o pé esquerdo e tentou driblar Caíque, mas o arqueiro saiu bem do gol e fez a defesa.
Com sérias dificuldades de criação, os donos da casa viram na bola aérea a chance de vazar o rival. Mesmo só chegando nessas tentativas isoladas, os rubro-negros conseguiram o empate. Ele veio dez minutos depois do tento santista, quando Kanu subiu muito mais alto do que Caju, já quase na pequena área, e cabeceou forte. Vanderlei ainda tocou na bola, mas não evitou o gol.
Quando parecia que o jogo ficaria complicado para o Santos, os visitantes aproveitaram-se da esperteza do seu craque para retomar a dianteira do placar. Lucas Lima sofreu falta e, enquanto o juiz conversava com o técnico Dorival Júnior, viu Caju passar livre pela esquerda e cobrou rapidamente para o defensor, que cruzou e deixou Copete livre para cabecear no contrapé de Caíque.
Pressão do Vitória e herói improvável
O segundo tempo transcorreu sem grandes lances de emoção até os 15 minutos, principalmente por conta da defesa bem postada dos alvinegros. Faltou ao Peixe, porém, aproveitar-se do espaço que tinha para contra-ataques, principalmente com Copete, pelo lado esquerdo. Sem ampliar a vantagem, a equipe paulista caiu muito de rendimento quando Ricardo Oliveira saiu para a entrada de Rodrigão.
Chegando ainda sem muita força, o time da casa conseguiu o empate com a mesma receita utilizada no 1 a 1. Caju deu muito espaço na lateral esquerda e Diego Renan conseguiu o cruzamento. Kieza foi muito bem e, mesmo mais baixo que Luiz Felipe, ganhou no alto do zagueiro, desviando a bola e deixando Vander livre, cara a cara com Vanderlei. 
A igualdade fez melhorar bastante o time do Vitória, empurrado pelo “vamos vira, Nêgo” entoado pela torcida na arquibancada. O terceiro quase veio em novo lance construído pelo lado direito, com Diego Renan. O defensor chegou à linha de fundo e cruzou na medida para Cárdenas. O armador cabeceou no contrapé de Vanderlei, que praticou excelente defesa.
O panorama desfavorável parecia trágico para o Peixe quando Lucas Lima sentiu lesão na coxa esquerda e pediu para sair, mas a dupla Copete e Vitor Bueno novamente mostrou-se efetiva. O colombiano recebeu pela esquerda, cruzou forte e, em cima da linha de fundo, Bueno conseguiu ajeitar para trás. Jean Mota, que acabara de entrar, chegou chutando forte e deu aos santistas o triunfo.
vitória x Santos
Santistas comemoram o terceiro gol no Barradão. Vitória e três pontos
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA-BA 2 X 3 SANTOS
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 23 de julho de 2016, sábado
Horário: 18h30 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (Asp. Fifa-PA)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Celso Luiz da Silva (MG)
Público: 9.244 pagantes
Renda: R$ 139.965,00
Cartões amarelos: José Welison, Willian Farias e Dagoberto (Vitória); Ricardo Oliveira e Gustavo Henrique (Santos)
Gols:VITÓRIA: Kanu, aos 30 minutos do primeiro tempo, Vander, aos 26 minutos do segundo tempo
SANTOS: Vitor Bueno, aos 20, e Copete, aos 32 minutos do primeiro tempo. e Jean Mota, aos 37 minutos do segundo tempo
VITÓRIA: Caíque; Diego Renan, Victor Ramos, Kanu e Euller; Willian Farias (Tiago Real), José Welison e Serginho (Cárdenas); Dagoberto (Ramallo), Vander e Kieza
Técnico: Vágner Mancini
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato, Léo Cittadini (Jean Mota) e Lucas Lima (Fernando Medeiros); Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira (Rodrigão)
Técnico: Dorival Jr

Gazeta Esportiva

domingo, 3 de julho de 2016

Trio novato se destaca e coloca Santos no G4

Nem Lucas Lima ou Gabigol, quem resolveu para o Santos neste domingo foi o Jonathan Copete. Mas até a entrada do colombiano, a Chapecoense deu bastante trabalho para os donos da casa, na Vila Belmiro. Apesar do 3 a 0 para o Alvinegro, foi na insistência que o Santos conseguiu voltar ao G4 do Brasileirão. 

O Peixe mandou no jogo, principalmente no primeiro tempo, em que foi o dono da bola. A dificuldade foi penetrar a defesa do Verdão de Chapecó. Quando Lucas Lima e Gabigol tinham a bola, Josimar, Cléber Santana, Gil e Sérgio Manoel cercavam e evitavam a conclusão do Alvinegro. 

Sem alternativa, Dorival Júnior avançou os laterais Victor Ferraz e Zeca, que foram verdadeiros alas, mas nem assim surpreenderam.  Cléber Santana, ex-Santos, centralizava as jogadas da Chape. Quando não estava marcando, estava armando as jogadas, em busca de achar Bruno Rangel na área de Vanderlei. 

A Chapecoense até deu sustos no camisa 1 do Peixe, mas não escondia que sua maior preocupação era fechar a defesa. Embora o esquema de Caio Júnior seja com três atacantes, só Rangel ficou no setor ofensivo. Silvinho e Ananias fizeram claramente a função de meias e até de marcadores. 

O jogo mudou no começo do segundo tempo, quando Dorival Júnior sacou Vitor Bueno, que perdeu duas chances de gol, e deu lugar a Copete, o mesmo que mudou a partida contra o Grêmio e deu sobrevida ao Santos na etapa derradeira. O colombiano entrou e deu ao Alvinegro velocidade pelos lados do campo, mais ao esquerdo.Em seu segundo lance, Copete cruzou para a área, Gabigol furou e Rodrigão ficou cara a cara com Marcelo Boeck para abrir o placar.

Cinco minutos depois, Copete continuou mostrando a que veio e o quanto valeu a pena deixar a semifinal da Libertadores. Após cobrança de escanteio, o colombiano se achou no meio da confusão na área e estufou as redes.

No fim, Copete ainda serviu Yuri, que achou espaço para, de longe, acertar um belo chute e fazer o terceiro do Santos, seu primeiro. No saldo, este foi o segundo gol de Copete em seu segundo jogo pelo Peixe. Rodrigão anotou seu terceiro na quarta partida no clube. Com a vitória, o Peixe volta ao G4 do Brasileirão e chega a 22 pontos. O próximo jogo será contra o Palmeiras, terça-feira dia 12, na Arena alviverde.  




Copete começou no banco e entrou no segundo tempo para se destacar (Foto: Fred Casagrande/Framephoto/Gazeta Press)
Copete e Rodrigão comemoram o primeiro gol 

quinta-feira, 30 de junho de 2016

No sul derrota animadora

Pode parecer estranho, mas da mesma forma que as vezes se vence, mas não convence, a derrota de ontem do Santos para o Grêmio, pode deixar a torcida santista animada sim. Afinal, o placar de 3 a 2 para o tricolor gaúcho, deixou a impressão de um Santos forte, mesmo fora de casa. Claro, sem pontuar, pode parecer que tudo foi em vão, mas se continuar jogando como ontem, não há dúvidas de que, em dezembro a classificação para Libertadores será certa. Ser campeão será apenas um prêmio maior.

Tirar dois gols de diferença contra o Grêmio, seja lá onde for, não é fácil. Talvez o goleiro alvinegro tenha mesmo falhado, faz parte. Seus rebotes foram cair nos pés do adversário, a mesma sorte não teve o Santos em lances também rebatidos por Marcelo Grohe. Wanderlei tem crédito. O gol no final, resultou de uma tentativa de lançamento de Lucas Lima para Gabigol, que poderia, porque não, resultar em virada sensacional do Peixe. Mas seu lançamento foi travado na hora "h" e propiciou o gol gremista.

Ainda assim, o time de Dorival está bem na tabela. Na próxima rodada haverá confrontos diretos de quem está na frente. Flamengo e Corinthians,  Inter e Grêmio se enfrentam. O Santos pega a Chapecoense na Vila Belmiro. Deve voltar ao G4. É bom ficar por alí, junto ao líder, porque tem muita bola para rolar. 

A estréia de Copete, além do gol, foi muito boa. O atacante colombiano mostrou talento e velocidade, além do oportunismo. Como Rodrigão também parece ser um bom finalizador, resta torcer para as ausências do trio olímpico não fazer tanta falta. Acho que o time pode sim, ser considerado uma força no campeonato, vencendo em casa e jogando bem fora, os pontos serão somados com certeza. 
Vítor Bueno não brilhou ontem. Copete entrou em seu lugar e foi muito bem

domingo, 26 de junho de 2016

No San-São quem mostra força é o time do Peixe

Não precisou nem de um minuto, aos 41 segundos do clássico, o Santos já havia dado o recado que viera a campo, no Pacaembú hoje a tarde, para conseguir os três pontos. Um contra ataque perfeito foi finalizado por Vitor Bueno, após falha de Denis. O gol deixou o tricolor meio atordoado, e aos poucos foi conseguindo controlar o impacto inicial. Mas novamente, uma boa articulação com Lucas Lima e Vitor Ferraz pela direta, fez a bola chegar na marca do pênalti, e aí, Rodrigão mostrou oportunismo e fez seu segundo gol pelo Santos em dois jogos. Com 2 a 0 o Santos tomou conta do jogo.

Depois do intervalo, o Santos teve maior posse de bola, e fez um segundo tempo perfeito. Não foi ameaçado, e ainda fez o terceiro gol, em cobrança precisa de falta pelo meia Lucas Lima, destaque do jogo. O placar de 3 a 0 levou o torcedor santista nas arquibancadas a gritar "olé", deixando intranquilos os adversários, a ponto de Lugano ter sido expulso por exagerar na reclamação contra o árbitro.

O resultado, combinado com outros muito bons para o alvinegro da Vila Belmiro, deixou o time de Dorival Jr. na terceira posição do campeonato brasileiro. Os próximos jogos do Santos são, o Grêmio quarta-feira em Porto Alegre, e depois recebe na Vila no domingo, a Chapecoense. Como o Peixe já se livrou do problema de não vencer fora de casa, e como o time parece se arrumou nas últimas rodadas, espera-se, porque não, um bom resultado contra os gaúchos.

Este clássico, de torcida única, teve a tônica da paz. Elencos dos dois times chegaram ao estádio do Pacaembú, no mesmo ônibus, mas depois em campo, o Santos não se mostrou tão amigo com o São Paulo. Este foi o jogo de número 500 do Santos no Estádio Paulo Machado de Carvalho, a verdadeira segunda casa dos santistas, desde os tempos de Pelé e cia.

Nesse lance, aos 41 segundos de jogo, Vitor Bueno concluiu  contra-ataque. 1 a 0

Luca Lima esteve muito bem. Caçado, fez belo gol de falta, depois se poupou.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

No Espírito Santo, o verdadeiro espírito do Santos

Ontem em Cariacica, cidade capixaba, o Santos voltou a ser Santos. Jogando de forma ofensiva e explorando os contra ataques, superou o Fluminense por 4 a 2. O resultado deixou o Santos encostado na chamada zona da Libertadores. Vencer fora de casa é fundamental para quem deseja melhor sorte ao final das  38 rodadas.

Mesmo sofrendo o primeiro gol, fruto de erro do auxiliar que não anotou impedimento do ataque pó-de-arroz, o Santos esteve bem, principalmente com Gabigol, que fez dois gols e com agradável  estréia  de Rodrigão. O camisa 22, mesmo sendo alto e forte, mostrou desenvoltura e qualidades. 
 Será ótima opção, também no jogo aéreo  para o ataque santista, com ou sem Ricardo Oliveira.

Na metade do segundo tempo, Dorival Junior colocou Lucas Lima em campo. Aí, o Santos que já estava bem, passou a controlar melhor a posse de bola, e ainda criou outras chances para sair de campo na noite de ontem, com um placar mais elástico. Aliás, a noite de 22 de junho parece  ser  boa para o Peixe, pois há exatos cinco anos, no Pacaembú, conquistou o tri campeonato da Libertadores.

Agora, no domingo também no Pacaembú, o alvinegro da Vila Belmiro encara o tricolor paulista, em jogo de uma só torcida (santista). Boa chance de somar três pontos contra um adversário direto pelas primeiras posições. Com bom meio de campo e um ataque que renova as esperanças de uma boa campanha, os santistas esperam outra boa jornada na capital.


Destaque também dever ser observado, para a grata performance até aqui, do então desconhecido Vitor Bueno. O garoto marca, sai jogando, tem bom passe e ainda finaliza bem. Olho nele, pois provavelmente será a revelação do campeonato brasileiro.
Gabriel1
Gabigol fez dois contra o Flu. Rodrigão também marcou na estréia. Peixe 4x2

domingo, 12 de junho de 2016

Contra o Santa, Santos dá um salto na tabela

Nenhum outro clube, nas sete rodadas disputadas até aqui, deu um salto tão grande na tabela. De 15o., o alvinegro da Vila Belmiro chegou ao 5o. lugar, conseguindo avançar dez posições em uma única rodada.
Em visita ao Santa Cruz neste domingo, o Santos venceu fora de casa pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro. Em confronto válido pela sétima rodada, Zeca abriu placar com golaço, e Joel deu números finais ao triunfo por 2 a 0 no Estádio do Arruda.
A vitória alça o Santos à quinta colocação, com dez pontos, à frente de outras seis equipes que têm a mesma pontuação. O adversário desta quarta-feira é o Sport, na Vila Belmiro. 
Sólido na marcação e boa alternativa ofensiva, o lateral Zeca mostrou a qualidade que lhe é característica nos fundamentos básicos. Mas, mais do que isso, foi fundamental ao marcar o primeiro gol da partida em um chute com curvas incompreensíveis. O golaço foi ainda mais expressivo por dar vantagem ao Santos em um primeiro tempo morno.
Pelo lado pernambucano, o lesionado Grafite deu lugar a Bruno Moraes, que esteve o tempo todo isolado entre os zagueiros santistas. A bola mal chegou até ele porque o Santa Cruz teve sérias dificuldades na armação, e o centroavante saiu no intervalo. Keno também não jogou, deixando o ataque tricolor carente de velocidade pelos lados do campo.
Defensivamente, o Tricolor impôs ao Santos a mesma dificuldade que encontrou no ataque durante o primeiro tempo. Mas faltou o individualismo que o time santista teve a seu favor. No segundo tempo o quadro mudou completamente: o Tricolor pressionou muito, mas foi negligente com os contra-ataques e assim tomou o segundo gol. Vitor Bueno fez ótima jogada avançando pela esquerda, e Joel completou para as redes. Daí em diante o Peixe teve maior volume, mas preferiu trocar passes até o final.
Zeca e Joel marcaram os gols do Peixe, que venceu a primeira fora de casa no Brasileirão e foi para 5º lugar. Sem Grafite, Santa Cruz perdeu a terceira seguida 
Peixe foi bem em Recife e fica a uma posição do G4  

domingo, 8 de maio de 2016

Era sensação mesmo. Time da Vila é Bicampeão!

Nos últimos oito anos, em que o Santos disputou as finais do Paulistão, e venceu cinco, a sensação não foi o Audax. A sensação foi de que o Santos, soberano no campeonato regional, não deixaria escapar mais um título na Vila. Na verdade, mérito para o audacioso time de Osasco, adversário que impôs mais dificuldades ao Santos na disputa do título, como nenhum outro conseguiu.

Mas não se vence com toque de bola. É preciso qualidade e definição quando surge oportunidade de gol. Foi o que o time de Dorival fez. Permitiu o Audax jogar o quanto desejou, mas na hora de mostrar que decisão não é para estreantes, o alvinegro sepultou o sonho do time osasquense, com rápido e eficiente contra ataque. E Ricardo Oliveira tratou de colocar os pingos nos "is".

Com a vitória por 1 a 0 (se não fosse erro grosseiro do auxiliar seria 2 a 0), a conquista santista veio com méritos, porque soube jogar contra um time surpreendente, de forma inteligente, capaz até mesmo de alterar sua forma de jogar em função do adversário, mesmo jogando em casa. Mérito de Dorival que não teve vergonha de permitir o toque de bola dominante do time dirigido por Fernando Diniz, para armar um time mais aplicado do que ofensivo.

Santos Bi-Campeão, superando o tricolor e igualando ao Palmeiras em número de títulos paulistas. Assim, dando importância ao regional, o Santos se candidata a uma boa campanha no Brasileirão, mesmo com as seleções atrapalhando bastante. Serão várias rodadas sem os principais jogadores, atuando na Copa América e Olimpiadas. O jeito vai ser ficar entre os dez no primeiro turno, para arrancar no segundo, isso se não acontecer saída de jogadores para Europa e China.

Ricardo Oliveira garantiu o título do Santos
Nesse lance Ricardo Oliveira fez o gol do título. Santos Bicampeão

terça-feira, 26 de abril de 2016

Santos contra todos

Um filme que marcou minha infância, dos tempos em que fila na matinê dominical era comum nos cinemas, tem o título de Sete Contra Todos (Sette Contro Tutti, no título original italiano). Produção épica de aventura, de 1965, no elenco Roger Browne, Liz Havilland e Alfio Caltabiano.

Sequência do filme Sete Contra Roma, o valoroso centurião Marcus (Browne), comanda um grupo de sete gladiadores que pretende enfrentar um tirano que domina o Reino Aristeu, junto com uma seita de mercenários.

A lembrança vem agora, quando o Santos enfrentará o Audax na final do campeonato paulista. A sinopse do filme nada tem a ver com jogo de futebol, mas, que o time da Vila Belmiro enfrentará todos na torcida contra, isso vai.

É natural. Com o chamado (já foi há muito tempo) Trio de Ferro paulista fora da decisão, todas as torcidas estarão unidas em favor do clube osasquense (ou seria contra o Santos?). Recentemente, o Peixe decidiu títulos estaduais com Santo André, Guarani e Ituano, e não foi diferente. Mas, acho que desta vez, as demais torcidas vão assistir pela TV por se tratar de dois times que tem uma escola de jogo ofensivo, com rapidez nos contra ataques e valorizando bastante a posse de bola.

Para quem gosta de futebol, sem chuveirinhos, marcações cerradas e jogadas violentas, sem jogadores respeitando demais metódicos treinadores, os dois jogos serão uma boa mostra de como deveriam jogar a maioria de nossos times, inclusive e, principalmente a seleção.

Pelo retrospecto de tantas finais seguidas, pelo elenco que tem, pela força do Alçapão, e por tantos outros motivos, o time de Dorival é favorito, não nos dois jogos, mas na soma dos resultados para sagrar-se campeão. Tem o improvável, sim, o Audax pode encaixar um bom primeiro jogo e depois tratar de jogar com o chamado regulamento debaixo do braço no segundo jogo.

Seja lá o que for, ganha o futebol, mesmo com estádios de capacidade reduzidas para tanto público interessado, ganha mesmo o futebol, ainda que os chorões de plantão digam que o regulamento não é justo ou que é apenas um título paulistinha. Então, como no filme, muitos serão contra o Santos, mas para quem não assistiu, estrago o prazer de dizer que, a minoria dos  gladiadores venceu.
Na fase de classificação, deu Santos, 2 a 1 na Vila.



domingo, 6 de março de 2016

Ricardo Oliveira marca dois no Timão Xing-Ling

Quando um time leva um clássico mais seriamente do que outro, geralmente sai vencedor. Foi o que aconteceu na Vila Belmiro, na tarde de domingo. Ricardo Oliveira superou dores no joelho para deixar o Santos com força máxima e fazer os gols da vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, escalado com seis reservas e agora não mais invicto.
O artilheiro, que ficou emburrado por ter negada sua transferência à China, atuou pela primeira vez diante de seus torcedores e foi festejado antes mesmo de a bola rolar. Se a China foi frustrante para Oliveira, Tite tratou de facilitar as coisas para o artilheiro, e montou um time xing-ling. Ricardo Oliveira aproveitou.
Preocupado com a visita ao Cerro Porteño, na próxima quarta-feira, pela Copa Libertadores, o Corinthians entrou em campo só com cinco titulares. Mais interessado, o Santos começou a partida e não demorou a abrir o placar, aos oito minutos, em rebote aproveitado por Oliveira.
Após o intervalo, os visitantes cresceram com a entrada de Alan Mineiro, que deixou o meio-campo mais encorpado. Até houve chances, mas os donos da casa acabaram matando o jogo em um contra-ataque, aos 39 minutos. Ricardo Oliveira cortou Yago, encobriu Cássio e definiu o triunfo merecido do time que se importou em ter força máxima.
Prêmio ao interesse
O Santos perdeu a bola logo que deu a saída, o que não foi uma boa amostra do primeiro tempo. Passado o erro inicial, os anfitriões se estabeleceram no campo de ataque e trocaram passes com muita facilidade até abrir a contagem, ainda aos oito minutos.


Em uma tentativa feita só por três jogadores do Corinthians de apertar a saída, Renato saiu com liberdade e acionou Lucas Lima na direita, aproveitando que Guilherme Arana estava preocupado em perseguir Gabriel. O meia virou com precisão, de pé direito, para Serginho. Cássio rebateu o chute, e Ricardo Oliveira se viu com o gol vazio.
A formação praiana ainda seguiu em cima por alguns minutos, criando chance em saída estranha de Cássio – Serginho errou a puxeta –, antes de tirar o pé. Os visitantes passaram a ter posse de bola, mas seu meio-campo não funcionava e as opções de beirada eram ruins.
Houve uma única boa jogada até o intervalo, em lance no qual Romero colocou a bola entre as pernas de Renato e serviu Danilo. A finalização foi muito ruim. Tite, então, acionou o meia Alan Mineiro, abrindo Danilo na direita por uma chegada de maior qualidade e um meio mais encorpado.
Mudou a disposição do Corinthians, que passou a rodar melhor a bola e chegar com mais perigo. O Santos parecia letárgico e permitia lances como um lateral rápido a Willians, que fez a bola chegar a Lucca na área. De calcanhar, o atacante deixou Arana em ótima posição – para uma conclusão ruim, por cima.
A opção feita por Dorival Júnior foi trocar Serginho por Paulinho, apostando em uma força ofensiva maior. Os visitantes seguiram em sua busca e quase alcançaram o empate com Alan Mineiro, em dividida com Vanderlei. Lucas Veríssimo foi substituído na zaga santista pelo estreante Luiz Felipe. Do outro lado, o ex-santista André substituiu Luciano.
Foi Lucca quem teve boa chance, cabeceando nas mãos de Vanderlei após ótima jogada de Denilo. Pensando na Libertadores – não há outra explicação possível –, Tite acionou Edílson como última opção, sacando Fagner. Atacando por seu setor, Ricardo Oliveira deixou na cara do gol Gabriel, que perdeu.
O Corinthians passou a buscar mais agressivamente o ataque e se abriu aos contragolpes. Essa chance não foi desperdiçada pelo Santos. Aos 39 minutos, Ricardo Oliveira recebeu na intermediária, venceu o duelo com Yago e bateu também o goleiro Cássio.

Ricardo Oliveira decidiu e foi abraçado pelos torcedores do Santos (Mauro Horita/AGIF/Gazeta Press)
Duas vezes. Assim Ricardo Oliveira deixou sua marca. 


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Maior vencedor do século, Santos inicia Paulistão 2016 como favorito.

Não há o que negar, o Santos inicia neste sábado sua participação no Campeonato Paulista como favorito. A história de que time  na Libertadores não leva a sério o Paulistão, é desculpa de perdedor. O Paulistão é importante sim, tem seu charme, uma rica história, além de ser o regional mais antigo do país. Em 2011 o Santos venceu a Libertadores e também o Paulistão, prova do interesse da competição. Ganha que tem méritos.

Fora o ciclo dos anos sessenta, quando Santos foi magistral, nenhum outro time fez tantas finais seguidas. O Santos marca presença desde 2009, portanto sete vezes seguidas decidiu o título, e venceu quatro (2010, 2011, 2012 e 2015). É bom lembrar que, na época de Pelé e mais dez, os campeonatos eram por pontos corridos, portanto não havia o "jogo final".

Neste século, quem venceu mais o Paulistão foi o Santos. Foram dez finais e seis títulos. No geral está empatado com o São Paulo com 21 conquistas. O Palmeiras tem 22 e o Corinthians 27. Portanto, uma boa chance do Alvinegro da Vila Belmiro ultrapassar o Tricolor e igualar o Verdão. 

A expectativa da chegada de Robinho, reforça a idéia do favoritismo santista, porque a boa base de 2015 foi mantida, mesclando juventude e experiência, além do futebol alegre e ofensivo, marca registrada do Peixe. 

Então, tudo pronto. Vai começar a temporada 2016. E o Paulistão é clássico, com confrontos fantásticos entre os times grandes e surpresas vindas do interior. Em maio, é a grande final, e a expectativa do torcedor santista é repetir a velha rotina dos últimos anos, tem final, então tem Santos.
Taça do Paulistão 2016. Peixe começa a corrida para conquista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Santos passeia na Vila. Final será revanche do Paulistão

As duas equipes tinham como proposta de jogo ir ao ataque, na noite desta quarta-feira. O São Paulo, por necessidade de inverter a vantagem de 3 a 1 do primeiro jogo da semifinal, o Santos por característica. Mas foi o Peixe que conseguiu converter suas jogadas em gol e, com um massacre logo no começo, venceu por 3 a 1 e foi à final da Copa do Brasil pela segunda vez após cinco anos.

Como perdeu no Morumbi, o técnico Doriva resolver colocar o Tricolor para a frente: só Rodrigo Caio como volante e Ganso, Michel Bastos, Kardec, Pato e Luis Fabiano no comando de ataque. Os primeiros minutos de jogo até deram indícios de que a partida seria uma guerra, com duas equipes bombardeando os gols a todo momento.

Na prática porém, a estratégia são-paulina fez a batalha acabar aos 23 minutos do primeiro tempo, quando o placar já estava liquidado. O Peixe, que com uma artilharia pesada, formada por Ricardo Oliveira, Gabigol, Marquinhos Gabriel e Lucas Lima, teve como sua principal arma o conjunto, mais precisamente o contra-ataque pelos lados.

A cada erro do São Paulo o torcedor santista já levantava da arquibancada da Vila Belmiro, pois tinha quase certeza de que o Alvinegro chegaria ao gol de Ceni.
Foi assim logo aos 11 minutos, quando Gabigol arrancou e serviu Ricardo Oliveira, dentro da área, aos 20, e quando Marquinhos Gabriel recebeu a bola no bico da área e anotou um golaço no canto oposto.

Ainda no primeiro tempo, aos 23, Lucas Lima, de novo no contra-ataque, deixou Oliveira na cara do gol, que matou o jogo e o rival.

No intervalo, a partida já se desenhava histórica, não só por uma classificação antecipada para a final Copa do Brasil, mas por uma substituição repentina de Ceni, que alegou dores no tornozelo direito e deu lugar a Denis.

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro: com o massacre santista. O time da casa tocou pacientemente e já não corria para recuperar as bolas perdias como antes. O Tricolor bem que tentou, e Pato teve espaço, mas não aproveitou. Ganso pôde chutar a gol, mas mandou para fora. Aos 26 minutos, Michel Bastos fez o gol de honra, de fora da área, com bonito chute no canto.

Depois de cinco anos, o Peixe volta à final da Copa do Brasil pela segunda vez na sua história e com muita esperança de ser campeão.


domingo, 18 de outubro de 2015

Com defesa de Meninos da Vila, Santos vence o Goiás

Contrariando a fama de revelar meninos talentosos no meio de campo, e principalmente no ataque, o Santos venceu com tranquilidade, esta tarde no Alçapão, o time esmeraldino do Goiás, por 3 a 1. O resultado manteve o Peixe na quarta colocação do campeonato, e depende somente de seu futebol para garantir uma das vagas à Libertadores de 2016.
 
Curiosamente, a defesa santista foi formada quase totalmente com meninos revelados no clube, uma situação estranha para quem sempre teve no DNA ofensivo, pratas da casa. Com Daniel Guedes e Zeca na laterais, Paulo Ricardo na zaga e Thiago Maia como médio volante, e nenhuma revelação na frente, o time alvinegro mostra que a força da base é resultado de um trabalho bem feito. Poderia ter sido mais completa, se Gustavo Henrique estivesse na zaga e Gabriel Gasparotto atuasse no gol. 
 
Com um primeiro tempo perfeito, o Santos abriu três gols de vantagem com Werley e Ricardo Oliveira (2), e passou o segundo tempo administrando o jogo e se poupando para enfrentar o São Paulo, quarta-feira no Morumbi, pela semifinal da Copa do Brasil. O público, decepcionou mais uma vez, e pouco mais de 6 mil torcedores viram um Santos bem organizado taticamente, e errando poucos passes. Com boa posse de bola, e jogadas agudas, mostrou o Peixe que é o time com jogo mais bonito há pelo menos dez rodadas. 
 
Dorival Junior parece que encontrou uma maneira equilibrada de colocar o time em campo. Mesmo com desfalques, as opções tem sido boas. Com as voltas de Gabigol e Geuvânio, o elenco fica mais forte para a arrancada  final do segundo turno. Ainda tem uma boa vantagem para eventual aperto na classificação, pois o Palmeiras, logo atrás, vem encarar o Santos na Vila, no começo de novembro, e a Vila tem sido palco de muitas vitórias alvinegras.
 
Por fim, um destaque para Ricardo Oliveira, que descansou contra o Grêmio, por ter defendido a Seleção. Aos 34 anos, parece estar em sua melhor forma física e técnica, tem 19 gols e lidera a artilharia com boa vantagem para o segundo colocado (Lucas Prato, do Galo, que tem 12). Se o Peixe se classificar para o torneio continental em 2016, vai ser muito útil, pois além de tudo carrega uma grande experiência e respeito de colegas de clube e adversários. 
Santos vence mais uma e se garante no G4 (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)
Ricardo Oliveira voltou bem da Seleção e marcou duas vezes contra o Goiás

domingo, 4 de outubro de 2015

Santos "fluminou" na Vila para chegar no G4

Em mais uma boa atuação coletiva, e com início "fluminante", o Santos conseguiu derrotar o Tricolor das Laranjeiras por 3 a 1 na tarde deste domingo, na Vila Belmiro. O Peixe dominou a partida desde o primeiro minuto e soube controlar até os poucos bons momentos do adversário, anotando seus gols com Lucas Lima, Marquinhos Gabriel e Neto Berola. 
O resultado faz o time da Baixada entrar no G4 da competição, o que não ocorria desde 2010, curiosamente também com Dorival Jr. no comando. Com 46 pontos, os alvinegros foram beneficiados na rodada pela derrota do Palmeiras e seguem em vantagem sobre o São Paulo no saldo de gols, diminuindo a desvantagem para o Grêmio, terceiro colocado, que tem 52. 
Agora, Santos e Fluminense terão alguns dias de treinamento até voltarem a campo. Também envolvidas nas semifinais da Copa do Brasil, as equipes terão duelos difíceis no retorno do Brasileiro. Enquanto o Flu recebe o São Paulo no Maracanã, no dia 14, os comandados de Dorival Júnior têm um confronto direto com o Grêmio, na casa do adversário, às 21h do dia 15.
 O primeiro tempo começou com o Peixe mostrando por que é avassalador quando atua em seus domínios. Logo aos cinco minutos de bola rolando, o alvinegro apostou na pressão na saída de bola e conseguiu abrir o placar. Marlon recuou para Diego Cavalieri, no lado esquerdo da área, e o goleiro demorou a chutar. Lucas Lima, que chegou a ser dúvida pelo cansaço físico, mostrou disposição para acreditar no lance e travar a jogada. A redonda bateu nele, pegou uma curva e entrou rente à trave direita.
Lucas Lima era dúvida para o confronto contra o Fluminense, mas jogou e marcou um gol na vitória por 3 a 1
Lucas Lima esteve bem contra o Flu e fez gol de oportunismo 
Logo depois, o ritmo continuou alucinante por parte dos santistas, enquanto os tricolores pareciam não entender o que estava acontecendo dentro de campo. Gabriel, em grande fase, conseguiu fintar dois marcadores com o corpo e invadiu a área pela direita. Cheio de confiança, o avante bateu de canhota, cruzado, mas a bola acabou desviando na perna direita de Marlon e, apesar de sair do caminho do gol, ficou limpa para Marquinhos Gabriel, na pequena área, que só empurrou para a rede.
Feliz com o placar e claramente poupando energias, já que o Dorival tem reclamado há algumas semanas da falta de descanso para os jogadores, o Peixe passou a trocar passes no meio-campo e se aproveitou da má performance do adversário para administrar a vantagem. Até o intervalo, ainda poderia ter ampliado a vantagem com Gabriel e Daniel Guedes, mas Cavalieri se redimiu e fez duas grandes defesas. Nos visitantes, apenas um chute de Wellington Paulista, por cima do gol, assustou Vanderlei.
O retorno para o segundo tempo foi o pior momento dos anfitriões durante toda a partida. Animado pela entrada do experiente Magno Alves, o clube carioca criou duas boas oportunidades, mas deu azar de elas caírem no pé de Wellington Paulista. Na primeira, livre na área, ele furou feio. Na segunda, pôde se redimir ao disparar belo chute de esquerda, que Vanderlei foi buscar.
Ciente do perigo que correria se levasse um gol, o treinador dos donos da casa sacou Marquinhos Gabriel, cansado, e apostou na velocidade de Neto Berola nos contra-ataques. Após duas boas subidas em contragolpes, o Santos conseguiu conter o ímpeto do adversário e retomou o controle das ações em campo, podendo administrar a vantagem com tranquilidade.
Até o apito final, ainda conseguiu balançar a rede do adversário outras três vezes, mas apenas uma delas foi válida. Primeiro Gabriel foi pego em impedimento ao desviar bola dentro da área. Depois, Werley ganhou pelo alto e cabeceou o no canto direito, mas o Sandro Meira Ricci pegou falta do defensor santista. O tento só veio quando Neto Berola apareceu livre na grande área, subiu bem após cruzamento de Daniel Guedes e testou firme, para o chão, vencendo Cavalieri.
Quase que como um prêmio por ter corrido durante todo momento, o garoto Robert, do Flu, acertou belo chute da entrada área e mandou a bola no ângulo direito, sem chances para Vanderlei. Foi a deixa para o encerramento da partida.
FICHA TÉCNICA: 
SANTOS 3 X 1 FLUMINENSE
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 4 de outubro de 2015, domingo
Horário: 16h (Horário de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC-FIFA)
Assistentes: Helton Nunes (SC-CBF-1) e Thiago Americano Labes (SC-CBF-2)
Cartões Amarelos: Daniel Guedes, Thiago Maia e Neto Berola (Santos); Pierre e Marlon (Fluminense)
Gols:
SANTOS: Lucas Lima, aos cinco, e Marquinhos Gabriel, aos 11 do primeiro tempo; Neto Berola, aos 38 do segundo tempo
FLUMINENSE: Robert, aos 48 minutos do segundo tempo
SANTOS: Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique (Werley) e Chiquinho; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Neto Berola), Gabriel (Leandro) e Ricardo Oliveira.
Técnico: Dorival Jr
FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Higor Leite, Gum, Marlon e Victor Oliveira (Robert); Pierre, Jean e Gerson; Marcos Junior (Lucas Gomes), Osvaldo (Magno Alves) e Wellington Paulista
Técnico: Eduardo Baptista


GAZETA.NET

domingo, 27 de setembro de 2015

Santos faz lição de casa. Vasco e Ceni ajudam


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Mesmo diante da forte marcação do Internacional na Vila Belmiro, o Santos conseguiu uma importante vitória neste domingo, pela 28ª rodada do Brasileirão, por 3 a 1. Escalado com quatro volantes, o time do técnico Argel Fucks se defendeu como pôde, até abriu o placar em cobrança de pênalti de Valdívia, mas não resistiu a Marquinhos Gabriel, Gabigol e Leandro, que ajudaram Dorival Júnior a manter os 100% de aproveitamento no estádio durante esta segunda passagem. De quebra, o Santos ainda ultrapassou seu adversário na tabela.
Vasco, vencendo o Flamengo, e Rogério Ceni falhando, de novo, colaboraram bastante com o Peixe, que subiu três posições na tabela. Agora só tem o Palmeiras pela frente para se colocar entre os quatro primeiros. E a oportunidade já pode surgir no domingo, quando enfrenta o Fluminense na Vila Belmiro, e se o verdão tropeçar contra Chapecoense, em Chapecó. 
Argel escalou o Inter com quatro volantes e uma estratégia de jogo bem definida: quebrar a iniciativa do Santos. O ex-zagueiro mandou William colar em Lucas Lima o tempo todo. Cobrar escanteio, ficar atrás da linha do meio-campo, tomar água, ouvir instrução de Dorival Júnior... Não importava a ação do camisa 20 de branco, o número 6 de vermelho estava do lado. Com seu principal armador de jogadas sumido, o Santos teve dificuldade para construir no primeiro tempo. Muito porque Nílson também teve sérias dificuldades de segurar a posse de bola entre os zagueiros.
Gabigol e Marquinhos Gabriel se desdobraram para suprir a "ausência" de Lucas Lima, e mesmo assim o Peixe continuou na pressão. O Inter pouco tocava na bola, mas mesmo sem muita criatividade e ofensividade, foi quem abriu o placar na Vila Belmiro. Aos 23 minutos do primeiro tempo, Paulo Ricardo agarrou Juan na área e o árbitro Héber Roberto Lopes não teve dúvida em assinalar o pênalti. Na batida rasteira de Valdívia, Inter em vantagem na Vila.
O Santos não jogava para perder, e se jogou para o campo de ataque após sair perdendo. Nesse meio tempo, William levou amarelo, Wellington assumiu a marcação individual de Lucas Lima e também foi punido no primeiro lance, por catimba. A estratégia de Argel parecia não ter muito futuro. E de fato não teve. Dez minutos depois de Valdivia abrir o placar, Nílson abriu espaço na intermediária e deu lindo passe para Marquinhos Gabriel deixar tudo igual na Vila Belmiro.
No segundo tempo, Lucas Lima ganhou seu terceiro marcador individual quando Argel trocou Léo por Silva, mas o Santos seguiu dominando as ações. Não que o Inter fosse uma equipe totalmente entregue, porque as descidas de Valdivia e Vitinho incomodavam a todo tempo a jovem defesa santista, mas o Peixe tinha mais posse, fazia mais infiltrações e buscava mais o jogo. É o que acontece quando um esquema tão ofensivo duela com um de filosofia oposta.
Lucas Lima já tinha amarelado dois no primeiro tempo. Por que não mais um? Foi aos 13 minutos quando Silva derrubou o camisa 20 santista na área e o árbitro marcou pênalti. Enquanto Argel tentava impedir o Santos de construir, Lucas Lima era quem destruía a confiança dos jogadores do Colorado. Um a um. Na batida de Gabigol, a virada do Peixe na Vila Belmiro.
O Santos queria mais, e Thiago Maia acertou uma bola no travessão em linda jogada individual para logo depois sair sentindo lesão. Para provar que de fato queria mais, Dorival acionou o meia Léo Cittadini para ajudar na criação. E no embate entre o treinador que escalou quatro volantes e impôs marcação individual e rodízio de faltas contra outro que trocou um volante por um meia mesmo vencendo, o prêmio veio em forma de gol: após forte pressão, Leandro achou espaço para anotar seu primeiro gol com a camisa do Peixe, já aos 44 do segundo tempo. O que faltava para os mais de 11 mil presentes tirarem da garganta: olé!
No meio de semana, o Santos jogando no Pacaembu, tenta contra o Figueirense uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Um empate basta ao alvinegro das praias, já que venceu o primeiro jogo por 1 a 0 em Santa Catarina.
Lucas LIma deixa colorado no chão. Peixe cola no G-4
 

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domingo, 13 de setembro de 2015

Santos para na Ponte e almoça fora do G4

Não foi o resultado que a torcida peixeira esperava. No primeiro dos três jogos em finais de semana seguidos, que o Santos estará em campo às 11 horas, a derrota por 3 a 1 diante da Ponte Preta em Campinas, interrompeu uma boa sequência do time de Dorival Júnior no Brasileirão 2015.
 
Assim, o Santos "almoça" fora do G4, mas mesmo a rodada  se completando mais tarde, o time da Vila Belmiro ainda ficará próximo do quarto colocado. Resta não perder o bom futebol que tem apresentado, exceto na partida de hoje, e já na quarta-feira na Vila, se recuperar diante de um difícil Atlético Mineiro.
 
Não há o que lamentar, nem tempo haverá para isso. É por a cabeça no lugar e seguir adiante, pois ainda faltam muitas rodadas para definição das posições de frente da tabela. No domingo, tem o líder pela frente, na arena "minha casa, minha vida", onde o Santos já mostrou quem manda.
 
A vitória da Ponte foi fruto da superioridade no jogo de hoje, mas que o segundo gol campineiro foi irregular, isso foi. As imagens abaixo, mostram dois momentos de vistas grossas do auxiliar de arbitragem. No primeiro momento, quando a bola é lançada na área em cobrança de falta, tem dois atletas da Ponte em condição irregular, e, na sequência do mesmo lance, quando a bola é cabeceada pelo atacante pontepretano, quem disputa a bola com o goleiro santista e faz o gol, também está em condição de impedimento, já que havia somente o goleiro entre ele e a linha de fundo.
 
Como o Santos também foi beneficiado no gol de Ricardo Oliveira, contra o Sport, não dá para reclamar de má intenção. É que os caras da bandeirinha são mesmos ruins.

Aqui tem dois atacantes em impedimento.

Na sequência do mesmo lance, outra irregularidade.

domingo, 30 de agosto de 2015

Santos tem semana de visitante mal educado

Após longo tempo sem vencer fora da Vila Belmiro, o Santos em uma só semana, se fez de visitante mal educado duas vezes. Primeiro, contra o Corinthians, pela Copa do Brasil na quarta-feira, e hoje em pleno Mineirão contra o Cruzeiro de Luxemburgo. O Peixe conseguiu duas vitórias importantíssimas, para seguir bem nos campeonatos e quebrar o incômodo jejum de falta de vitórias fora de casa.

Hoje, o Santos mostrou que com Dorival Junior, o time ficou mais organizado e consistente. Arrumou a defesa, tem mais segurança e mobilidade no meio de campo, e o ataque voltou a ter, com qualidade e velocidade o status de time ofensivo, mesmo que a base de contra ataques. 

Um chute certeiro de Ricardo Oliveira, de fora da área, balançou as redes cruzeirenses, deu três pontos e colocou o time mais próximo da quarta colocação, posição que garante ao menos disputa da pré Libertadores em 2016. Como na Copa do Brasil o sistema é eliminatório a cada fase, é bom pensar também que brigar pelas primeiras posições do Brasileirão é um bom negócio.

Agora, sem Lucas Lima, servindo o selecionado nacional por três rodadas, o Santos recebe a Chapecoense quinta-feira, 19h30, na Vila. Gabriel e Geuvânio estarão de volta, motivos a mais para acreditar que o Santos ressurgiu, e pode somar mais uma vitória. A torcida precisa comparecer e mostrar que acredita que a boa fase não é passageira. O time se equilibrou, e não perde há nove jogos, retrospecto importante para quem precisa somar pontos e subir na tabela de classificação.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 0 X 1 SANTOS
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 8.271 pagantes
Renda: R$ 252.400,00
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO/Fifa) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Marinho e Arrascaeta (CRU) Ricardo Oliveira e Vanderlei (SAN)
Cartão vermelho: Fabrício  (CRU)
Gols: Ricardo Oliveira aos 42 min do primeiro tempo;
CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Manoel, Bruno Rodrigo e Fabrício; Willians, Henrique (Arrascaeta, aos 24 do 2º), Marcos Vinícius (Gabriel Xavier, no intervalo), Alisson e Marinho; Vinícius Araújo (Allano, no intervalo).
Treinador: Vanderlei Luxemburgo
SANTOS
Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Lucas Otávio, aos 32 do 2º), Renato, Marquinhos Gabriel e Lucas Lima (Léo  Cittadini, aos 46 do 2º); Neto Berola (Leandro, aos 10 do 2º) e Ricardo Oliveira.
Treinador: Dorival Júnior
Ricardo Oliveira fez um belo gol. Peixe sobe na tabela.

domingo, 9 de agosto de 2015

Santos antecipa Dia dos Pais e presenteia torcedor

O Santos entrou em campo na noite de sábado, com o nome dos pais dos jogadores nas costas de suas camisas, e na cabeça um pensamento só. Presentear os pais torcedores do Santos com uma vitória na véspera do Dia dos Pais. E assim, com um futebol que melhora a cada jogo, desde a chegada de Dorival Júnior, o Peixe somou mais três pontos e começa a olhar uma posição mais confortável na tabela.

O adversário, Coritiba, último colocado no campeonato, não poderia ter sido melhor para quem deseja der vez afastar do torcedor santista o receio de ficar entre os últimos na tábua de classificação. Com Geuvânio se especializando em chutes certeiros, diagonais, a partir do bico da grande área, o Santos abriu o placar. Em seguida, jogada pela direita, Lucas Lima cruzou, e antes que Geuvânio fizesse o segundo, o zagueiro do Coxa jogou contra as próprias redes. Com dois a zero, o Santos foi para o intervalo tranquilo.

No segundo tempo, com mais toque de bola, o Peixe envolveu o time curitibano, e em boa trama pela direita, Geuvânio deixou o artilheiro do Brasileirão, Ricardo Oliveira, á vontade para marcar seu décimo gol, e o terceiro do Santos, que fechou assim o placar. Com público de 12.600 torcedores, parece que o Santos, após boa reação e empate contra o Flamengo no último domingo, reconquistou a confiança do torcedor. Melhor para o time, que sentiu o apoio muito bom da torcida peixeira.

Agora, na quarta-feira, o Santos volta a Vila Belmiro para enfrentar outro adversário que não deve impor muita resistência, o Vasco da Gama. O time cruzmaltino anda caindo literalmente pelas tabelas, e o Santos se vê diante de uma boa oportunidade de somar mais três pontos. A  melhora do time santista se deve muito a organização tática, e sobretudo a evolução de Geuvânio e principalmente Gabigol. Dorival Júnior encontrou uma maneira de dar mais liberdade aos jovens atacantes, e isso tem contribuido com os resultados  dos últimos jogos.

Para o alto da tabela: o Santos continua em asensão desde a chegada de Dorival (foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Olhando para cima, o Santos sobe na tabela, e agradece pelo melhor futebol